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Quem veste os clubes do Brasil: análise do mercado de material esportivo nas Séries A e B

10 de mar. de 2026

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SAF e Estruturação Financeira

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Quem veste os clubes do Brasil: análise do mercado de material esportivo nas Séries A e B

10 de mar. de 2026

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SAF e Estruturação Financeira

A camisa de um clube de futebol é um dos ativos mais visíveis da indústria esportiva. Muito além da identidade visual e da tradição, o uniforme representa hoje uma peça central dentro da estratégia comercial das instituições esportivas. Contratos com fornecedoras de material esportivo movimentam milhões de reais todos os anos e envolvem royalties de vendas, acordos de licenciamento, presença de marca e parcerias de longo prazo. No Brasil, esse mercado passou por mudanças relevantes na temporada de 2026, com trocas de fornecedores, expansão de marcas nacionais e a consolidação de novos modelos de negócios.

Este levantamento apresenta um panorama do mercado de fornecimento de material esportivo no futebol brasileiro, analisando a origem desse setor, o cenário internacional e a distribuição das marcas que vestem os clubes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro.


A origem do negócio por trás dos uniformes

Durante grande parte da história do futebol, os uniformes eram vistos apenas como elementos esportivos e institucionais. As camisas tinham função exclusivamente identificadora, representando as cores e a história de cada clube, sem a presença de marcas comerciais ou fabricantes visíveis.

Um dos primeiros registros de utilização comercial do uniforme ocorreu no Brasil em 1948. Naquele ano, o Bangu colocou no uniforme o nome da própria fábrica de tecidos que administrava o clube, antecipando um modelo que só se tornaria comum no futebol europeu décadas depois. Apenas a partir dos anos 1970 clubes da Alemanha começaram a incluir marcas comerciais de forma sistemática em seus uniformes, consolidando o modelo de patrocínio que hoje domina o mercado global do esporte.

Ao longo das décadas seguintes, o uniforme deixou de ser apenas um símbolo esportivo e passou a representar um ativo comercial estratégico. Fabricantes de material esportivo passaram a disputar contratos com clubes e seleções, criando um mercado altamente competitivo que envolve distribuição global de produtos, campanhas de marketing e contratos multimilionários.


O cenário internacional do mercado de uniformes

Nos principais campeonatos europeus, os contratos entre clubes e fornecedoras de material esportivo atingiram níveis comparáveis aos maiores acordos de patrocínio e mídia do esporte. As camisas dos grandes clubes são vendidas em escala global e se tornaram produtos licenciados com forte presença em mercados internacionais.

Segundo reportagem publicada pelo UOL Esporte, alguns dos maiores contratos do futebol mundial ilustram bem essa dimensão econômica. O Barcelona recebe da Nike cerca de R$ 802 milhões por temporada, enquanto o Real Madrid possui um contrato com a Adidas estimado em aproximadamente R$ 758 milhões anuais. Clubes ingleses como Manchester City e Manchester United também superam a marca de R$ 600 milhões por ano em acordos de fornecimento.

Entre seleções nacionais, os valores seguem a mesma lógica. Em dezembro de 2024, a Confederação Brasileira de Futebol renovou seu contrato com a Nike até 2038, com valor fixo aproximado de R$ 608 milhões por temporada. Com royalties e bonificações comerciais, o acordo pode alcançar cifras próximas de R$ 900 milhões anuais.

Apesar da evolução recente do mercado brasileiro, especialistas apontam que os valores praticados no país ainda estão distantes daqueles registrados nas principais ligas europeias. Segundo Bruno Brum, CMO da agência End to End, a diferença está ligada ao alcance global dos clubes europeus, que comercializam camisas em diversos continentes, enquanto os clubes brasileiros ainda concentram a maior parte de suas vendas no mercado interno.

Fonte: UOL Esporte — “Futebol brasileiro terá dança das cadeiras dos fornecedores de uniformes em 2026”.


O mapa das fornecedoras no Brasileirão Série A

A temporada de 2026 trouxe mudanças importantes no equilíbrio entre as marcas presentes na elite do futebol brasileiro. De acordo com levantamento publicado pelo Lance! Biz, a principal alteração foi a ascensão da Puma como a fornecedora mais presente na Série A.

A marca alemã ampliou sua presença ao fechar contrato com o Fluminense, que anteriormente utilizava uniformes da Umbro. O clube carioca passou a integrar o grupo formado por Palmeiras, RB Bragantino e Bahia, que já eram parceiros da empresa. Esse movimento alterou o ranking de fornecedoras e reforçou a competição entre as principais multinacionais do setor.

Outra mudança relevante foi a expansão da Nike no futebol brasileiro. A empresa norte-americana passou a vestir também Atlético Mineiro e Vasco, que se juntam ao Corinthians, parceiro histórico da marca desde 2003. A Adidas manteve contratos com Flamengo, Cruzeiro e Internacional, enquanto a Umbro segue presente com Grêmio, Santos e Athletico Paranaense.

O mapa das fornecedoras da Série A em 2026 é o seguinte:

Puma — Palmeiras, RB Bragantino, Bahia e Fluminense

Nike — Corinthians, Atlético Mineiro e Vasco

Adidas — Flamengo, Cruzeiro e Internacional

Umbro — Grêmio, Santos e Athletico Paranaense

Volt — Remo e Vitória

New Balance — São Paulo

Reebok — Botafogo

Diadora — Coritiba

Athleta — Mirassol

Kappa — Chapecoense

No total, o Campeonato Brasileiro passou a contar com onze marcas diferentes fornecendo material esportivo para clubes da primeira divisão, refletindo a diversidade de estratégias comerciais adotadas no país.

Fonte: Lance! Biz — levantamento sobre fornecedoras do Brasileirão.


O mapa das fornecedoras na Série B

A Série B apresenta um cenário ainda mais diversificado, com forte presença de marcas nacionais e regionais. Nesse nível do futebol brasileiro, os contratos de fornecimento costumam ter valores menores e estruturas de produção mais flexíveis, o que abre espaço para empresas locais e para novos modelos comerciais.

Entre as empresas mais presentes na divisão está a Volt, marca brasileira que ampliou significativamente sua atuação no futebol nacional nos últimos anos. A empresa veste diversos clubes e se consolidou como uma das principais fornecedoras nacionais do esporte.

O panorama das fornecedoras da Série B em 2026 inclui:

Ponte Preta — Diadora

Atlético GO — Dragão Premium (marca própria)

América Mineiro — Volt

Athletic — Kick

Avaí — Volt

Botafogo SP — Volt

Ceará — Vozão (marca própria)

CRB — Regatas

Criciúma — Volt

Cuiabá — Kappa

Juventude — 19Treze (marca própria)

Fortaleza — Volt

Goiás — Diadora

Novorizontino — Physicus

Londrina — MaxRun

Náutico — Diadora

Operário — Karilu

São Bernardo — Magnum

Sport — Umbro

Vila Nova — Volt

Esse cenário evidencia a coexistência de diferentes modelos de negócio no futebol brasileiro, que vão desde multinacionais globais até fabricantes regionais e marcas próprias administradas diretamente pelos clubes.


O crescimento das marcas próprias no futebol brasileiro

Nos últimos anos, alguns clubes passaram a desenvolver suas próprias linhas de material esportivo como estratégia para aumentar receitas e fortalecer a relação com seus torcedores. Nesse modelo, o clube assume controle direto sobre a produção, distribuição e licenciamento dos uniformes.

Um dos primeiros casos relevantes no Brasil ocorreu em 2015, quando o Paysandu decidiu encerrar seu contrato com a Puma e lançar a marca própria Lobo, inspirada em seu mascote. Na época, o clube recebia cerca de R$ 400 mil por ano com o contrato de fornecimento. Após a criação da marca própria, o faturamento médio com produtos licenciados passou a alcançar aproximadamente R$ 1,2 milhão anuais.

Hoje, exemplos desse modelo incluem a marca Dragão Premium do Atlético Goianiense, a marca Vozão do Ceará e a 19Treze do Juventude. A estratégia demonstra como clubes buscam capturar maior valor dentro da cadeia de produtos licenciados do futebol.


Como a Prematch pode apoiar a gestão financeira dos clubes

Contratos de fornecimento de material esportivo fazem parte de um conjunto mais amplo de receitas que sustentam o funcionamento dos clubes. Direitos de transmissão, patrocínios, premiações esportivas e transferências de atletas compõem um fluxo financeiro complexo que, muitas vezes, é recebido de forma parcelada ao longo dos anos.

A Prematch Finance atua estruturando operações que permitem antecipar essas receitas futuras. Por meio da antecipação de recebíveis, clubes, atletas e intermediários podem transformar direitos creditórios em liquidez imediata, fortalecendo o fluxo de caixa e permitindo decisões estratégicas com maior previsibilidade financeira ao longo da temporada.

Em um calendário esportivo cada vez mais competitivo, acesso a capital no momento certo pode representar não apenas uma vantagem financeira, mas também um diferencial estratégico dentro do próprio desempenho esportivo.

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